Entre a Saudade e a Liberdade

08:50:00

É, hoje eu pensei. Pensei em tudo, tudo mesmo: nos detalhes, nos acontecimentos. Pensei nas mãos, no cheiro, na voz, e descobri que é possível sentir o cheiro em pensamento… que é possível tocar em lembranças e senti-las como se estivessem aqui.

É, hoje eu não quis ser forte. Me rendi a essa certeza absoluta de que ainda te amo. Não bloqueei nada, não segurei as lágrimas, não lutei contra mim mesma… Hoje, eu simplesmente fui fraca, uma menininha indefesa diante dessa besta desenfreada que é o meu amor. Amor por você, por mim quando estou com você, por nós… aquele “nós” que éramos há um tempo atrás.

É, apesar disso, de curtir este momento de “saudade de você”, eu ainda sou a mesma de ontem, quando não senti a sua falta, quando nem sequer lembrei que você existia. E, por esse motivo, eu descobri: sentir saudade é incontrolável, imprescindível diante de tantas histórias que vivemos juntos, mas não é motivo para levar a minha felicidade embora. Sentirei saudades de você pelo resto da minha vida, talvez lhe dedique algumas lágrimas, algumas palavras, mas não a minha felicidade. Essa, eu luto diariamente para concretizar, essa que existe por motivos totalmente independentes à sua existência.

Hoje eu descobri o que até ontem eu nem sonhava: é possível ser feliz, mesmo que eu jamais me esqueça de você.

Joyce Prado.

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